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*terça-feira, 11 de maio de 2010*

“Abla-cadabla”


Ontem depois do futebol o Arthur foi comigo para casa para brincarem juntos. O Arthur estava radiante com um brinquedo novo que havia ganhado de seu pai, um tal de Bakugan que vem com uma carta de ‘habilidade’.

O Renato estava com um sono insuportável e choramingando. Queria a carta, mas claro que o Arthur não iria dar, afinal havia acabado de ganhar o brinquedo... então tentei explicar isso ao Re que não entendia... então disse ao Renato:

“Mas também, olha o jeito que você está pedindo ao seu amigo... Dá a carta? E a palavrinha mágica!” (me referindo claro ao ‘por favor!’) ao que ele disse: “Abla-cadabla, quero a carta na minha mão!" (com os olhos fechados acreditando naquilo!) Abriu os olhos, olhou para a mão e chorando disse: “ A mamãe eu não sou mágico, eu quero ser um homem mágico!”

Eu não agüentei e comecei a rir e ele chorava olhando para mim.... a esses desenhos, escolinha, vai saber onde viu isso. Peguei ele no colo e expliquei a ele que não existia magia, e mesmo que exista não devemos usar isso, quem tem e deve ter poder é só Deus.

Mas o que me preocupa é que para o Renato tudo é verdade, ele acredita em tudo como se fosse real.

O Arthur inteligente que só ele, achou mil soluções para o Renato uma graça, fiquei quietinha só escutando admirada, até em uma etiqueta que ele mesmo achou desenhou para o Re e disse que era sua carta de habilidade.

Achou uma bolinha do Renato (o bakugan é uma bolinha que abre e sai um bichinho, robô não sei direito) e dizia ao Re: “Tive um idéia Re, ta vendo essa bolinha sua? Então imagina que ela é o seu bakugan e que o inimigo jogou fogo e agora ele não consegue mais abrir, eu fazia assim quando não tinha um!” o Re olhou bem e disse: Thu isso é só minha bolinha, tem que sair algo da bolinha!”

E o Arthur.... "eu sei Re, é só de imaginação"... daí pensou e já emendou... “ta bom, ta vendo esse buraco na bolinha, vc encaixa a sua nave nela e pronto imagina que a bolinha abriu e saiu a nave!” O Re olhou triste e disse: “Thu é só minha nave enfiada na bolinha!” aff o Arthur perdeu a paciência... e quis ir embora.

Eu sempre brinquei de faz de conta com o Renato, quando ele era menor deitávamos no sofá e imaginávamos que estávamos a bordo de uma nave e viajávamos por todo o mundo, ele dizia onde queria ir, e íamos, eu descrevia o que estava vendo embaixo e ele logo ia falando o que ele via, como rios, arvores... chegava a dizer que a casa que eu via não era da cor da dele e logo ele emendava outro lugar gritando olha agora a lua, a floresta... a cachoeira... preciso voltar a brincar disso com ele...

Espero que ele não tenha perdido o jeito de sonhar e de usar sua imaginação e nem acredito, pq ele brinca muito que é super herói, coisa de meninos, o Gustavo disse que também tinha sonho de voar! Mas o pior que ele chega a acreditar... tentando convence-lo a ir para Foz mês que vem no niver da minha mãe de avião ele acabou concordando mas com uma condição! Que eu coloque roupa de super herói nele, pq daí ele fica corajoso! Agora só falta convencer o Gustavo que não anda querendo sair de casa...

Hoje cinco anos que o Re faz parte da minha vida... uma nova vida!

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