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*quarta-feira, 23 de março de 2011*


Meus amores!

Três homens... minha cama logo cedo está cheia deles... o Renato lutando com o pai, eu tentando proteger o Luiz Henrique dos golpes e fico ali me sentindo a estranha no ninho, logo o Luiz Henrique cresce e também só vai querer saber de heróis, lutas, vídeo game e nada das minhas longas conversas.

Quero conversar com o Renato, explicar algumas coisas, sentei na sala com ele esses dias pq estou muito tempo com o bebê e ele me disse: “Mamãe eu amo você tá, vamos ficar aqui juntinhos (estava colocando a mão no meu peito) quietinhos assistindo o desenho, já está bom!” do tipo educado ‘fica quieta que estou vendo desenho’...

É os anos passam e é uma delicia ver o que nosso amor construiu.. uma família de 4 pessoas! Nossa, olho para os dois e penso que é a mistura nossa, como Deus pode ser tão perfeito e pensar nisso, que do amor de duas pessoas poderia surgir uma outra...

O Renato tem horas que fica com um pouco de ciúmes... esses dias a noite colocamos ele para dormir as 09:00 da noite como de costume. Então o Gustavo andando com o Henrique pela casa e falando com ele, o chamou de “pilo” nem sei se é assim que escreve, mas ele sempre chamou o Renato assim de bebê e eventualmente até hoje.

Passando depois pelo corredor vi que ele ainda estava acordado então fui dar um beijo de boa noite e ele me disse: “Mamãe to com inveja do bebê, pq o papai chamou ele de pilo e não me chama mais assim!” a que dozinha, ele estava lá acordo sozinho remoendo e nem iria falar nada se eu não fosse lá. Eu disse a ele que é um jeito que o pai dele tem de chamar os dois... que tudo bem chamar ele e o Luiz do mesmo jeito e perguntei: “Você sabe o quanto te amamos não é?” Ele sim sim eu sei...

Contei para o Gustavo que foi lá conversar com ele e chegaram ao acordo de que ele é o pilo e o bebê o pilinho.

Sempre me disseram que os mais velhos querem provar o leite pq ficam com vontade, mas não pensei que o Renato ficaria pq ele é bem nojento. Mas não é que nos primeiros dias eu tirando com a maquininha e ele me disse que queria provar. Olhei para o Gustavo... bom tudo bem, coloquei em um copo, só bastou encostar a boca para dizer que era ruim e não tinha gosto de nada.

Pensei que iria para por ai, mas agora disse que quer tomar do peito pensa! Daí não dá, nem pensar eu disse. Que coisa estranha isso. No mais ele só fica dizendo que só coloco ele de castigo... então quando o bebê chora eu finjo que brigo com ele e coloco no carrinho de “castigo” ele adora ver que o irmão tb vai de castigo.

Levei o bebê semana passada para pesar, e ele está ganhando 62gramas por dia, segundo a médica está ótimo, 25gr já seria bom... de fato ele mama muito, pq ele está com o sono ainda meio bagunçado e quando acorda não sabe o que fazer, então chora e quer colo e mama, ele pensa que a vida é mamar...

Esses dias passei a madrugada com ele acordado, nem sei bem porque, já que ele não dormiu muito naquele dia, não vou dizer que é cólicas, por mais que ele chore muito, quando está de pé no colo para de chorar.

O Renato a noite coloca o travesseiro na cabeça e reclama que não consegue dormir com tamanho barulho do choro do bebê! Faz parte.

Com o Renato eu agüentei o tranco sozinha, nunca acordei o Gustavo para nada nem nos primeiros dias, pegar, fazer arrotar ou coisa assim, mas desse estou no quarto com ele e acordo mesmo e digo, faz ele rotar, faz ele dormir e viro e durmo, não toda noite, mas quando passa de uma hora acordada com ele, chamo o pai tb.

Não é porque sou ruim ou coisa assim, mas o Gustavo quer ter mais filhos, mas para isso precisa sentir o que é ter um filho. Estou sem dirigir e o Gustavo assumiu minhas funções e não levou o Renato em duas festinhas na escola, pq teria que comprar o presente, e levar e depois buscar... fácil assim, quantas festas eu já levei? E Reunião ele já faltou na que teve nesse mês... assim não dá. Então ele precisa ver que ter vários filhos, significa muitas horas do dia dedicadas a eles.

Fotos do meus amores...




Será que são parecidos?


Esse lemão é bravo e grita ardido!

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